Morales e Temer formalizam em Brasília o acordo para a construção da linha férrea transoceânica

O “Corredor Ferroviário Transoceânico Central” é um plano proposto pelo governo de Morales para ligar o porto brasileiro de Santos ao terminal peruano de Ilo.

Morales e Temer formalizam em Brasília o acordo para a construção da linha férrea transoceânica

Os governos da Bolívia e do Brasil vão assinar um memorando de entendimento para avançar com a linha de comboio que irá unir as costas do Atlântico e do Pacífico, durante uma reunião agendada para o final de outubro que irá ter lugar em Brasília.

Na declaração sobre o assunto emitida em La Paz, o ministro boliviano das Obras Públicas, Serviços e Habitação, Milton Claros, confirmou que o documento irá ser assinado no dia 30 de outubro, durante o encontro entre os dois presidentes na capital brasileira.

“Já está tudo definido, este memorando começou a ser trabalhado no começo deste ano e já passou por todas as fases de revisão. Só falta mesmo assina-lo” – indicou Claros.

O “Corredor Ferroviário Transoceânico Central” é um plano proposto pelo governo de Morales para ligar o porto brasileiro de Santos ao terminal peruano de Ilo, atravessando também território boliviano. Esta linha ferroviária terá uma extensão de 3 755 kms.

Depois de concluído, este projeto permitirá ligar o corredor central da América do Sul e facilitará as exportações para a Ásia, segundo os seus proponentes.

Para além da Bolívia, Brasil e Peru, o projeto irá também beneficiar o Paraguai, o Uruguai e a Argentina, depois de completas as linha de ligação destes países ao Corredor Ferroviário Transoceânico Central. Os ramais de acesso à linha principal vão também ligar com os portos no Paraguai da hidrovia Paraguai-Paraná.

Segundo os cálculos das autoridades bolivianas, o projeto terá um custo superior a 10 mil milhões de dólares. Segundo Claros, este projeto será construído através de uma parceria público-privada com investidores interessados no projeto.

Durante o encontro entre presidentes agendado para o final do mês, as autoridades bolivianas e brasileiras deverão também abordar a venda de energia elétrica da Bolívia ao Brasil, segundo uma informação dada pelo ministro boliviano dos Negócios Estrangeiros, Fernando Huanacuni.



Notícias relacionadas