Governo espanhol: “É inadmissível fazer uma declaração implícita de independência”

Fontes do governo de Madrid asseguraram que não se pode validar a lei do referendo, depois desta ter sido suspensa pelo Tribunal Constitucional.

Governo espanhol: “É inadmissível fazer uma declaração implícita de independência”

O governo espanhol considera que “é inadmissível fazer uma declaração implícita de independência para de imediato deixa-la em suspenso de maneira explícita”. Esta avaliação foi feita logo a seguir ao discurso do presidente catalão, Carles Puigdemont no parlamento da Catalunha.

Fontes do governo de Madrid asseguraram à agência noticiosa espanhola EFE que não se pode validar a lei do referendo, depois desta ter sido suspensa pelo Tribunal Constitucional. O governo espanhol considera por isso que o referendo foi “fraudulento e ilegal”.

“Não se pode considerar que os catalães disseram que querem a independência nem é admissível fazer uma declaração implícita de independência para de imediato deixa-la em suspenso de maneira explícita”.

No discurso que fez no parlamento da Catalunha, Puigdemont assumiu o “mandato do povo” para que “a Catalunha se transforme num estado independente em forma de república”. Mas logo a seguir, o líder do governo catalão propôs “suspender os efeitos da declaração de independência” para abrir a porta ao diálogo.

Na declaração que fez perante o parlamento catalão, durante cerca de meia hora, Puigdemont evitou optar pela via mais direta da independência, numa tentativa de “desescalar a tensão” com o estado espanhol e preferiu oferecer “um gesto de generosidade e responsabilidade” – segundo afirmou – com vista a “abrir um espaço de diálogo com o estado espanhol”.



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