Turquia redobra os seus avisos antes da visita de Tillerson

Os responsáveis turcos asseguram que haverá uma rutura nas relações com os Estados Unidos, caso Washington não renuncie a apoiar o YPG.

Turquia redobra os seus avisos antes da visita de Tillerson

O secretário de estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, afirmou que o seu país está consciente das preocupações de segurança da Turquia.

Tillerson está em viagem pelo Médio Oriente. Depois de visitar o Egito, seguiu depois para o Kuwait, onde participou na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros da coligação internacional para a luta contra o DAESH, na qual também esteve presente o chefe da diplomacia turca, Mevlut Çavusoglu.

Falando sobre a situação na Síria, Tillerson disse que “estamos conscientes da inquietação da Turquia sobre a sua segurança”. O secretário de estado dos EUA sublinhou que o fim das grandes operações militares na Síria, não significa que o DAESH tenha sido totalmente derrotado.

Tillerson informou que o seu país enviará um apoio adicional de 200 milhões de dólares para a estabilidade das regiões que recuperaram a sua independência na Síria.

O secretário de estado americano virá esta quinta feira a Ancara, como parte do seu périplo pelo Médio Oriente. Durante a sua passagem pela Turquia, deverá encontrar-se com o presidente Recep Tayyip Erdogan e com o seu homólogo turco, o ministro dos Negócios Estrangeiros Mevlut Çavusoglu.

A visita de Tillerson à Turquia terá como ponto central de discussão a operação Ramo de Oliveira, que está em curso pelas Forças Armadas da Turquia (TSK) na região Síria de Afrin.

Os Estados Unidos não querem que esta operação militar turca se alargue até Manbij, enquanto que a Turquia está decidida a purgar Manbij do YPG – o braço da organização terrorista separatista PKK na Síria.

Durante o encontro entre Tillerson e os altos responsáveis turcos, serão debatidas as formas de alcançar um acordo sobre este tema. Ancara irá transmitir a Tillerson o seu incómodo pelo fornecimento de armas que os EUA fazem ao YPG.

“Ou consertamos estas relações ou elas romper-se-ão por completo” – avisou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros.

A operação Ramo de Oliveira foi iniciada pelas Forças Armadas da Turquia (TSK) no dia 20 de janeiro, para eliminar os terroristas do PKK/KCK/PYD-YPG  e do DAESH na região síria de Afrin, e para salvar o povo amigo e irmão da região da opressão e da brutalidade.

As Forças Armadas da Turquia (TSK) estão a executar a operação Ramo de Oliveira em conformidade com o seu direito à Legítima Defesa, constante do Artigo 51 da Convenção das Nações Unidas (ONU), e na sequência das resoluções tomadas pelo Conselho de Segurança da ONU em relação à luta contra o terrorismo.



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